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Sheehan, síndrome de

Está relacionada à ocorrência de hipopituitarismo pós-parto, geralmente precedido por hemorragia pós-parto. Essa síndrome se caracteriza pela insuficiência da glândula hipofisária anterior, porém com a conservação das funções da glândula hipofisária posterior. Sua freqüência vem caindo em todo o mundo, principalmente em países e regiões mais desenvolvidas em razão da melhora nos cuidados obstétricos, contudo, ainda é freqüente em países em desenvolvimento onde os cuidados obstétricos são mais precários. Resulta de infarto isquêmico da hipófise normal, com consequente hipopituitarismo secundário à hemorragia pós-parto e hipotensão. As pacientes apresentam uma história de incapacidade de lactação após o parto, ausência de menstruação, intolerância ao frio ou fadiga. Pode ocorrer crise aguda, simulando a apoplexia, nos primeiros 30 dias após o parto. Com frequência, há diabetes insípido central subclínico. A síndrome de Sheehan pode evoluir de maneira lenta com diagnóstico muitas vezes tardio e, ainda que alguns sinais de insuficiência hipofisária ocorram, logo após o parto, são pouco valorizados. Seu diagnóstico precoce e o tratamento adequado são importantes para redução da morbimortalidade das pacientes. A patogênese da síndrome de Sheehan ainda não está completamente esclarecida. Basicamente ocorre o infarto da glândula hipofisária, principalmente do lobo anterior em virtude de baixo fluxo sangüíneo, que pode ser secundário a vasoespasmo, trombose ou compressão vascular. Nesta síndrome o que vemos são sintomas compatíveis com diferentes graus de hipofunção hipofisária diagnosticados dias ou anos após o parto. é interessante dividir a apresentação do quadro clínico em forma aguda ou crônica. A primeira conta com sintomas e sinais de insuficiência adrenal aguda e a segunda engloba características dos diversos déficits hipofisários co-existentes. O achado radiológico característico da síndrome de Sheehan é a imagem de sela vazia (em torno de 70% das pacientes) ou parcialmente vazia (30%), porquanto a presença de remanescentes hipofisários está inversamente relacionada com a duração da doença e com o grau de hipopituitarismo. As deficiências hormonais em pacientes com síndrome de Sheehan devem ser tratadas como em qualquer outro paciente com hipopituitarismo. Recomendamos a reposição adequada de todas as trofinas deficientes levando-se em consideração a necessidade de individualização para cada paciente. Estas pacientes podem se beneficiar da reposição de GH principalmente no que diz respeito ao risco cardiovascular.

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Endocrinologia Ginecologia & Obstetrícia

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