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Imunodeficiência adquirida, síndrome da

AIDS (SIDA) - Estima-se em torno de dez anos o tempo entre o contato infectante e o desenvolvimento da imunodepressão em sujeitos não tratados. Atualmente, são aproximadamente 34 milhões de pessoas vivendo com HIV/AIDS no mundo, sendo considerado significativo o impacto da epidemia. Não obstante, observam-se avanços com a redução de sua incidência em termos globais, com 2,5 milhões de casos novos, em 2011, 20% a menos que em 2001. No Brasil, entre 1980 e junho de 2012, foram identificados 656.701 casos de AIDS, seguindo o mesmo padrão de redução nas notificações. Desde o surgimento dos primeiros casos de AIDS, registrados no início da década de 1980, até os dias atuais, ocorreu um aumento expressivo no número de casos e a estimativa global é que 35,3 (32,2-38,8) milhões de pessoas viviam com AIDS em 2012. Contudo, a despeito do aumento da prevalência, houve uma redução de 33% na incidência que passou de 3,4 (3,1-3,7) milhões em 2001 para 2,3 (1,9-2,7) milhões em 2012, tendo o mesmo acontecido com o número de mortes por AIDS que passou de 2,3 (2,1-2,6) milhões em 2005 para 1,6 (1,4-1,9) milhão em 2012. A eficácia da terapia antirretroviral altamente potente (TARV) para o vírus da imunodeficiência humana (HIV) já está bem estabelecida na literatura científica, porém a efetividade dela depende especialmente da adesão dos pacientes aos medicamentos antirretrovirais. O intercurso sexual, tanto vaginal como anal, hetero ou homossexual, é a principal causa de transmissão do HIV. A população de risco inclui usuários de grogas intravenosas, trabalhadores da área de saúde que sofreram acidentes com agulhas de pacientes HIV-positivo e homens homossexuais. É comum a coinfecção com hepatite C. Existe uma interação crítica entre o HIV e a tuberculose (quando uma infecção está presente, deve-se procurar pela outra). A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) apresenta amplo espectro de apresentações clínicas, desde a fase aguda até seu estágio mais avançado, qual seja, de síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), frequentemente, com contagem de células TCD4+ abaixo de 200/mm3 de sangue. A infecção aguda por HIV se caracteriza por síndrome inespecífica tipo influenza e meningite asséptica (febre, fadiga, linfadenopatia, exantema, mialgias, artralgias, cefaléia, perda de peso, náusea e vômitos). Mais tarde, infecções oportunistas, certas doenças malignas e quadro consumptivo da AIDS dominam o quadro clínico, 2 a 15 anos após a infecção primária. O quadro clínico piora à medida que a contagem de CD4 cai abaixo de 200. Deve-se enfatizar que a presença de várias doenças são indicadoras de AIDS: candidíase, coccidioidomicose, criptococose, citomegalovírus, herpes, sarcoma de Kaposi, linfoma não-Hodgin, tuberculose, pneumonia bacteriana recorrente, toxoplasmose do SNC e pneumonia por Pneumocystics carini). A infecção pelo HIV é tipicamente diagnosticada através da detecção de anticorpos específicos contra o HIV. Existem dois marcadores laboratoriais principais, usados em combinação, para se monitorar a progressão da doença: a contagem de leucócitos CD4 e a carga viral HIV plasmática. A terapia eficaz exige a supressão quase completa da reprodução do HIV a fim de reduzir o risco de desenvolvimento de mutações que promovem resistências associadas a fracasso virológico. Os esquemas potentes exigem habitualmente a combinação de três ou mais fármacos para suprimir a replicação viral. O tratamento antiretroviral combinado pode restaurar a imunidade perdida e aumentar a maneira dramática a expectativa de vida. O tratamento é complexo e existem múltiplas interações medicamentosas e complicações potenciais. A infecção por HIV é prevenível e tratável, mas ainda não é curável. Contudo, grande parte do mundo ainda não tem acesso ao tratamento adequado com antiretrovirais. A adesão à terapia anti-HIV deve ser > 95% para uma resposta durável.

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