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Guillain-Barré, síndrome de

É uma polineuropatia aguda ou subaguda, desmielinizante e infiamatória caracterizada por perda de força progressiva, arrefiexia e paralisia flácida ascendente. É uma doença neurológica autoimune que se caracteriza por uma polirradiculoneurite desmielinizante aguda ou subaguda.

A síndrome é uma das causas mais comuns de polineuropatia aguda em adultos.

O diagnóstico da síndrome de Guillain-Barré (SGB) é baseado na apresentação clínica, nos exames laboratoriais e na eletroneuromiografia. A doença geralmente tem evolução aguda (horas ou dias) sendo a manifestação mais comum a polirradiculoneuropatia inflamatória aguda desmielinizante.

Geralmente apresenta quadro de fraqueza rapidamente progressiva, podendo evoluir para falência respiratória e com boa recuperação. Nos casos mais graves, pode-se instalar insuficiência respiratória, disautonomia, levando a arritmias cardíacas, sudorese e picos hipertensivos. Até 25% dos pacientes podem necessitar de ventilação mecânica, com mortalidade entre 4% e 10% dos casos, porquanto até 20% podem ficar com alguma seqüela.

O diagnóstico é fundamentado nas características clínicas (fraqueza motora progressiva e arreflexia) e análise do liquor, que é o único critério laboratorial estabelecido. A elevação das proteínas e a presença de dez ou menos células mononucleares suportam o diagnóstico. A eletromiografia ajuda a diferenciar as características clínico-patológicas da doença.

A plasmaferese parece reduzir o tempo necessário para a recuperação e pode diminuir a probabilidade de déficts neurológicos residuais. É melhor intituí-la precocemente. Imunoglobulina intravenosa parece ser igualmente eficaz e deve ser preferida à plasmaferése em adultos com instabilidade cardiovascular e em crianças: os dois tratamentos não são aditivos.

Os corticosteróides não demonstraram benefício. A terapia de suporte inclui controle da dor com medicamentos anti-inflamatórios não-hormonais, carbamazepina ou gabapentina, monitoramente para complicações respiratórias e autonômicas e prevenção de lesões na pele e trombose venosa.

Os pacientes mais comprometidos devem ser tratados em unidades de tratamento intensivo. Cerca de 70% dos pacientes se recuperam completamente, 25% ficam com déficts neurológicos mínimos, e 5% morrem, geralmente como resultado de insuficiência respiratória. Idade avançada, necessidade de suporte ventilatório ou início mais rápido do quadro também podem predizer um prognóstico pior.

Guillain-Barré, síndrome de

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