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Desconforto respiratório agudo, síndrome do

Acute Respiratory Distress Syndrome

A Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA) ou Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é definida, de acordo com a Conferência de Consenso Européia-Americana, como uma síndrome de insuficiência respiratória de instalação aguda, caracterizada por infiltrado pulmonar bilateral à radiografia de tórax, compatível com edema pulmonar; hipoxemia grave, definida como relação PaO2/FIO2 < 200; pressão de oclusão da artéria pulmonar <18 mmHg ou ausência de sinais clínicos ou ecocardiográficos de hipertensão atrial esquerda; presença de um fator de risco para lesão pulmonar. Durante essa mesma Conferência de Consenso, foi criado o termo Lesão Pulmonar Aguda (LPA), cuja definição é idêntica à da SDRA, exceto pelo grau menos acentuado de hipoxemia presente na LPA (PaO2/FIO2 < 300), com a finalidade de se identificar os pacientes mais precocemente durante a evolução de seu quadro clínico. Assim, todo paciente com SARA/SDRA apresenta LPA, porém nem todo paciente com LPA evolui para SARA/SDRA. É uma entidade causada por inúmeras doenças ou situações clínicas, que acabam por gerar uma agressão ao tecido pulmonar. Devido a esta agressão, ocorre uma resposta inflamatória aguda e há acúmulo de líquidos nos alvéolos (edema), prejudicando de forma importante a troca de oxigênio e, em estágios avançados, a retirada do gás carbônico do organismo. O tratamento atual inclui, na quase totalidade dos casos, necessidade de intubação (ou traqueostomia em determinadas situações) e de ventilação artificial, a fim de utilizar-se de estratégias que otimizem a troca de gases e permitam ao organismo receber tratamentos para a(s) doença(s) que causaram a SARA, enquanto, ao mesmo tempo, objetiva-se que o pulmão recupere sua capacidade de troca gasosa. Esta síndrome representa um problema de saúde pública mundial, cursando, ainda hoje, com altas taxas de mortalidade. Apesar de inúmeras estratégias propostas,até o momento, a única terapia isolada que efetivamente modificou o prognóstico dos pacientes, com redução significativa nas taxas de morbimortalidade foi a estratégia ventilatória protetora, caracterizada pelo uso de baixo volume corrente (4 a 8 ml/kg). A despeito de toda pesquisa (muito extensa) em todo mundo e da tecnologia avançada atualmente disponível, a SARA tem ainda uma elevada porcentagem de casos que evoluem desfavoravelmente, variando a depender da causa da SARA e das doenças associadas pré-existentes.

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Emergência Clínica Pneumologia

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