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Tourette, síndrome de

Síndrome de Giles de la Tourette - é um distúrbio genético, de natureza neuropsiquiátrica, caracterizado por fenômenos compulsivos, que, muitas vezes, resultam em uma série repentina de múltiplos tiques motores e um ou mais tiques vocais, durante pelo menos um ano, tendo início antes dos 18 anos de idade.

O quadro clínico pode ser dividido em três categorias: tiques motores, tiques vocais e tique sensitivo.

Estes tiques podem ser classificados como motores e vocais, subdividindo-se, ainda, em simples e complexos.

Geralmente, pacientes com síndrome de Tourette ( ST ) apresentam, inicialmente, tiques simples, evoluindo para os mais complexos; entretanto, o quadro clínico pode variar de paciente para paciente.

Outras manifestações, tais como, ecolalia, ecopraxia, coprolalia e copropraxia podem, também, estar presentes. Inicialmente considerada uma síndrome muito rara, atualmente se estima que sua prevalência situe-se entre 4 e 6 casos/1.000 crianças. Afeta aproximadamente três vezes mais o sexo masculino.

É um transtorno neuropsiquiátrico, diagnosticado, geralmente, pela primeira vez na infância ou adolescência. A associação de hiperatividade com déficit de atenção (HDA) e transtorno obsessivo compulsivo (TOC) é relativamente comum. Durante a última década, tem sido possível observar significativo progresso na investigação genética da etiologia da ST. Anormalidades cromossomiais em indivíduos e famílias portadoras da ST têm sido estudadas, no intuito de identificar genes como o gene A da monoamina-oxidase (MAOA) e regiões cromossômicas como a 18q22, 17q25 e 7q31, que parecem estar envolvidas nesta patologia. Outros fatores também têm sido associados à patogênese da ST, tais como, o possível papel de infecções estreptocócicas no surgimento dos tiques.

O traumatismo crânio-encefálico, a intoxicação por monóxido de carbono, o abuso de cocaína, a retirada de opiáceos ou o tratamento farmacológico com neurolépticos podem também se associar à gênese da síndrome. Há evidências de que o tratamento à longo-prazo com neurolépticos, pode elevar o risco de desenvolvimento de tiques em alguns pacientes.

Esses são denominados de "touretismo" ou tiques secundários. Eventos pré ou pós-parto também podem estar ligados à ST, onde a gravidade dos estressores durante a gestação tem sido analisada como fatores que poderiam contribuir para o desenvolvimento de distúrbios de tiques e patogênese da doença.

A escolha do tipo de tratamento deve ser apropriada para cada portador da ST, podendo incluir abordagens farmacológica e a psicológica. A ST não tem cura, sendo assim, o tratamento farmacológico é utilizado apenas para o alívio e controle dos sintomas apresentados.

O haloperidol, um dos medicamentos mais utilizados para o tratamento SLT, apresenta uma série de efeitos colaterais, como sintomas extrapiramidais de características parkinsonianas, sedação, disforia, hiperfagia com ganho de peso e, discinesia tardia.

A pimozida possui eficácia semelhante ao haloperidol sem o inconveniente dos efeitos extrapiramidais, porém apresenta efeitos colaterais envolvendo o sistema cardiovascular, incluindo ainda sedação e disfunção cognitiva.

A ST causa diversos prejuízos psicossociais e educacionais para o indivíduo e familiares. Porém, o diagnóstico e tratamento precoces são capazes de minimizar ou anular estes danos.

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