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Túnel do carpo, síndrome do

Carpal tunnel syndrome

É definida pela compressão do nervo mediano no punho. É a mais frequente das sindromes compressivas e a causa mais frequente é a idiopática. Ainda que as regressões espontâneas sejam possiveis, o agravamento dos sintomas é a regra.

O diagnóstico é, acima de tudo, clinico pelos sintomas e testes provocativos. Os sinais e sintomas clínicos mais comuns da síndrome do túnel do carpo (STC) são: dor, hipoestesia e parestesia no território de sensibilidade do nervo mediano (particularmente no polegar, dedo indicador e médio e face radial do dedo anular), com piora noturna dos sintomas.

Caracteristicamente, os sintomas de parestesia e dor noturna acordam o paciente durante o sono e melhoram com uso de tala para imobilização do punho e com movimentos da mão e do punho. A dor pode ter irradiação proximal para o braço e ombro. O paciente pode referir diminuição de força de preensão e, em estágios mais avançados, pode-se observar hipotrofia da musculatura tenar.

Como hipóteses de sua etiologia estão o espessamento do tecido sinovial ou a compressão por outras estruturas no túnel do carpo, levando ao aumento continuado da pressão dentro deste túnel e que aumenta com posição de flexão ou extensão do punho. Embora a STC tenha grande repercussão clínica e de saúde pública, não há consenso quanto à melhor forma para diagnosticá-la.. Um exame eletroneuromiográfico pode ser recomendado no pré-operatório ou em caso de doença laboral.

Os tratamentos nas formas não déficitárias da síndrome do túnel do carpo (SCC) são a infiltração de corticoide e/ou uma órtese de imobilização noturna. Na literatura, são descritas diversas técnicas cirúrgicas para o tratamento da STC, sendo que todas têm o mesmo objetivo, que é a secção completa do ligamento transverso do carpo.

Podemos classificá-las em dois grandes grupos: cirurgias com técnica aberta clássica24(D) e suas. O tratamento cirúrgico, que compreende a secção do retináculo dos flexores (retinaculotomia), é indicado em caso de resistência ao tratamento conservador nas formas déficitárias ou, mais frequentemente, nas formas agudas.

Nas técnicas minimamente invasivas (endoscópica e miniopen), independentemente de a curva de aprendizado ser mais longa, parece que a recuperação funcional é mais precoce em relação à cirurgia clássica, mas com os resultados em longo prazo idênticos.

A escolha depende do cirurgião, do paciente, da gravidade, da etiologia e da disponibilidade do material. Os resultados são próximos de 90% de casos satisfatórios. A recuperação da força necessita de quatro a seis meses após a regressão das dores do tipo dor do pilar (pillar pain). Essa cirurgia tem a reputação de ser benigna e apresenta de 0,2% a 0,5% de complicações.

Na maioria dos pacientes com STC, o resultado do tratamento cirúrgico aberto é bastante satisfatório, com melhora clínica significativa com um ano de seguimento, em cerca de 70% a 90% dos pacientes operados

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Cirurgia Medicina do Trabalho Ortopedia Reabilitação Reumatologia

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