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Hiperestimulação ovariana, síndrome da

Ovarian hyperstimulation syndrome

É a combinação do aumento dos ovários, devido à presença de múltiplos cistos e de hiperpermeabilidade vascular, com subsequente hipovolemia e hemoconcentração. Na maioria dos casos a síndrome de hiperestimulação ovariana (SHO) é uma complicação iatrogênica de indução de ovulação. A SHO grave apresenta incidência de 1 a 2% em ciclos de hiperovulação e permanece como uma das complicações mais significantes do uso de gonadotrofina em tecnologias de reprodução assistida. Essa síndrome é associada com morbidade, porém raramente com mortalidade. Não é frequente sua associação com ciclos ovulatórios espontâneos. A síndrome é geralmente descrita em gravidezes múltiplas, hipotireoidismo gestacional, e gravidezes molares. Os sintomas da SHO espontânea se desenvolvem mais tardiamente do que na SHO iatrogênica: a síndrome ocorre entre 3 a 5 semanas de amenorreia em ciclo iatrogênico, e entre 8 e 12 semanas de amenorreia em casos de SHO espontânea. A SHO pode ser classificada em leve, moderada e grave, baseada na gravidade dos sinais, sintomas, exames laboratoriais e achados ultrassonográficos. A SHO grave é caracterizada por ovário aumentado (maior do que 12cm), presença de diversos cistos no ovário, ascites e, algumas vezes, efusão pleural e/ou pericárdica. Alguns caso podem apresentar desequilíbrio eletrolí- tico (hiponatremia e hipercalemia), choque hipovolêmico, insuficiência renal, tromboembolismo e morte. Relatou-se que a SHO grave ou crítica ocorre em menos de 2% dos casos. Os sintomas da SHO geralmente se manifestam 4 a 5 dias após a coleta dos óvulos e, caso não haja gravidez, a SHO tende a resolver espontaneamente em poucos dias. Entretanto, caso haja gravidez, a SHO tende a ser mais grave e de maior duração. A gravidade da SHO está intimamente relacionada ao grau de resposta folicular ovariana. A presença de SHO grave ou crítica constitui indicação para internação hospitalar, sendo necessária monitoração hemodinâmica contínua até que se restabeleça o volume intravascular, o que se dá por meio de injeção intravenosa de soluções cristaloides e coloides. Quando o diagnóstico é precoce e medidas de suporte adequadas são tomadas, o prognóstico da SHO é favorável.

Hiperestimulação ovariana, síndrome da

Emergência Clínica Endocrinologia Ginecologia

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