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Fadiga crônica, síndrome da

Popularmente conhecida no Brasil como astenia nervosa, é um transtorno caracterizado por uma fadiga profundamente incapacitante em associação a determinados sintomas.

A fadiga deve ser suficientemente grave para causar uma perda significativa das funções físicas e sociais por um mínimo de seis meses, e quatro dos seguintes sintomas precisam também estar presentes: distúrbio do sono (usualmente hipersonia), prejuízo na concentração, dor muscular, dores múltiplas nas articulações, dores de cabeça (cefaléia), exacerbação da fadiga pós-esforço, garganta inflamada e nódulos linfáticos inchados.

A síndrome da fadiga crônica (SFC) encontra-se situada no cenário mais abrangente das ditas síndromes funcionais. As exclusões incluem uma causa orgânica subjacente clara e transtorno psiquiátrico grave como depressão psicótica.

Estudos estimam que sua prevalência na comunidade varie de 0,5% a 1,5%. O início da SFC geralmente ocorre entre os 20 e os 40 anos de idade – embora qualquer grupo etário possa ser afetado - e o número de mulheres afetadas é ligeiramente maior que o de homens.

A etiologia do SFC permanece indefinida; como provável condição heterogênea sua etiologia é multifatorial. A maioria dos pacientes nos quais a SFC é diagnosticada tem o início dos seus sintomas a partir de uma infecção viral, como uma infecção do trato respiratório superior ou influenza. Isso levou inicialmente a grandes esforços para encontrar o vírus responsável pela SFC, com a hipótese de que a SFC fosse devida a uma infecção viral persistente.

No entanto, a pesquisa em pacientes diagnosticados com infecções virais graves especificas mostrou que alguns vírus são mais prováveis de resultar em fadiga crônica do que outros, e alguns pacientes são mais vulneráveis que outros. Portanto, enquanto 25% dos pacientes desenvolvem fadiga crônica após meningite viral, o risco é cinco vezes maior naqueles com história de transtorno psiquiátrico e naqueles com prolongada convalescença da doença (envolvendo repouso no leito e/ou tempo com licença do trabalho).

A dificuldade em definir e diagnosticar a SFC a partir da presença de um substrato anatomofisiológico e a inexistência de um padrão biológico que se possa considerar o agente causador da doença provocam inúmeros debates e dilemas que dificultam a aceitação da doença entre os pares dos pacientes – familiares, amigos, colegas de trabalho, médicos - e planos de saúde.

Muitos tratamento tem sido tentados. Aciclovir, imunoglobulinna intravenosa, nistatina e corticosteróides, não se mostraram capazes de melhorar os sintomas. Os pacientes podem se beneficiar com intervenções multidisciplinares amplas, incluindo tratamento médico de qualquer distúrbio de afetividade ou estado de ansiedade, e implementação de programa abrangente de terapia cognitivo-comportamental, uma forma de tratamento não farmacológico que enfatiza a auto-ajuda e tem como meta modificar as percepções e os comportamentos eu tendem a perpetuar os sintomas e as incapacidades, pode ser útil.

Ainda que poucos pacientes sejam realmente curados, o efeito do tratamento é substancial. Exercícios graduais também têm-se mostrado capazes de melhorar a capacidade de trabalho e o funcionamento orgânico.

No momento, a terapia cognitivo-comportamental realizada com um terapeuta habilitado e os exercícios graduais são considerados, os tratamentos de escolha para os pacientes portadores da SFC.

Fadiga crônica, síndrome da

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