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Nefrótica, Síndrome

Também chamada de nefrose, é um complexo de sinais e sintomas que resulta de várias etiologias. É uma condição clínica com as seguintes características: proteinúria (> 3,5 g/dia), hipoalbuminemia (< 3g/dL), edema generalizado, dislipidemia e lipidúria (cilindros e lipídeos na urina).

A perda maciça de proteínas pela urina causa a hipoalbuminemia. A dislipidemia deve-se a uma maior síntese de proteínas de muito baixa densidade (carreadorass de triglicérides) e de baixa densidade (carreadoras de colesterol).

Além disso, a hipoalbuminemia inibe a lipólise e estimula o fígado a produzir essas novas proteínas. Os pacientes afetados são suscetíveis a infecções e à trombose devido ao aumento da perda de proteínas séricas envolvidas na imunidade e coagulação. Em adultos, a causa mais comum é a nefropatia diabética.

A nefropatia membranosa é a glomerulopatia primária mais comum em adultos. Em crianças com menos de 15 anos, a síndrome nefrótica é quase sempre causada por uma doença renal primária, incluindo a síndrome de Alport. A síndrome nefrótica pode se desenvolver no curso de várias doenças sistêmicas: diabetes mellitus, lúpus eritematoso sistêmico, amiloidose, nefropatia por abuso de medicamentos e AIDs.

O tratamento da síndrome nefrótica consiste de medidas gerais e de medidas específicas, selecionadas de acordo com o tipo de doença primária renal. As medidas gerais incluem restrição de sal, uso judicioso de diuréticos para tratamento do edema, inibidores da enzima conversora de angiotensina para redução da proteinúria, estatinas para tratamento da dislipidemia e anticoagulação no caso de fenômenos tromboembólicos.

O tratamento da doença primária renal será definido a partir do resultado da biópsia renal e fundamenta-se no emprego de corticosteróide e outros medicamentos imunossupressores. Nas glomerulopatias primárias e em algumas formas secundárias, esse diagnóstico necessariamente dependerá da biópsia renal, a qual definirá qual o protocolo de “tratamento específico” de um ou mais imunossupressores a ser prescrito.

Após normalização ou redução da proteinú- ria, redução ou desaparecimento do edema e suspensão dos imunossupressores, as consultas serão a cada 60 ou 90 dias até o final do primeiro ano. Após esse período o paciente deverá ser reavaliado a cada 6 meses nos próximos 3 anos, e após 4 a 5 anos, se não apresentou recidiva da síndrome nefrótica e encontra-se clinicamente estável, a cada 12 meses.

Nefrótica, Síndrome

Nefrologia Pediatria

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